domingo, 29 de janeiro de 2012

Pedalando, pedalando na bicicletinha!

Eu comprei uma bike! \o/


Ela não é linda?

Adoro bicicleta, mas confesso que nunca fui uma ciclista assídua. Tinha uma bike quando era criança e, como sou do interior, ia pra cima e pra baixo com ela: inglês, Kumon, casa da vó, todo esse leque de centenas de opções.

Aí, veio a moda dos patins e eu aderi total. Depois acho que devo ter ficado vaidosa e cansei de chegar suada nos lugares, abandonei a bike, os patins, e minha querida mamãe resolveu, sem a minha autorização, doar a bike pro Office boy da loja dela, mas ok, pelo menos ela foi muito útil pra alguém.

Enfim, sempre curti esse “veículo”, mas nunca fui muito fiel a ele. Desde que mudei pra SP penso: eu vou entrar pro night bikers, eu vou comprar uma bike e ir pro parque todo final de semana, uhuw, vou ahazar. Mas a idéia nunca saiu do papel, na verdade ela nunca nem pro papel foi, só ficou na cabeça mesmo.

Tive alguns surtos de geração saúde e aluguei bike no parque, só pra dar uma passeada, duas vezes (que horror!). Ah, e toda vez que vou pra Roma (fui 2 vezes a vida inteira, mas me acho meio assídua) alugo uma bicicletinha dupla que é sensacional e passo a tarde pedalando, como não sei dirigir (é, eu não sei dirigir, me mate) e ela tem o aspecto de um carro eu fico me achando a motorista do pedaço. Aí, nessa última trip, rolou um quase suicídio e eu, uma amiga e minha irmã, resolvemos contemplar a Toscana de bike, na estrada, subindo ladeiras, comendo uva direto do pé nos vinhedos, invadindo propriedade privada pra roubar água, beeeem sob o sol de Toscana (só que com um toque de família buscapé).

Foi lindo, foi incrível e foi o melhor jeito de se conhecer aquele lugar-mais-lindo-do-mundo-onde-eu-quero-passar-a-velhice-colhendo-azeitonas, buuuuuuuuut, a gente quase morreu e o pior que foi em momentos separados.

Eu quase morri porque o freio da minha bike não funcionava e só percebi isso quando descia pela estradinha no maior pau e senti que ia rolar desfiladeiro abaixo (lembro que o Doug usava muito essa palavra, desfiladeiro, quando ele foi com a família pro Grand Canyon). Aí tive a brilhante idéia de brecar com o pé, mas a esperteza fez esse circuito todo de CHINELO. O chinelo voou e eu fiquei no dilema: sacrificar a sola do meu pé ou sacrificar a vida? Aí, rezei fazendo meus últimos pedidos e o Papai do céu me concedeu um deles, deixou a estrada reta e eu não morri. UFA!

Minha irmã e minha amiga quase morreram porque fizeram todo o caminho de volta (por uma estrada de 1 metro de largura e lotada de ladeiras) no escuro. Eu fui resgatada pelo dono da guest house em que a gente se hospedou e só cabia uma bike no carro, pãtz.

Mesmo que eu devesse ser traumatizada, ultimamente, nessa pegada saudável, parei pra pensar em como foram épicas as poucas e boas vezes que equilibrei meu grande bumbum naquela banqueta minúscula, aí, surgiu a fixação por bike.

Respeitei a fixação e comecei a procurar, mas tava tudo TÃO caro que quase desisti, porém, como eu sou muito bocuda, saí falando pras pessoas que eu queria comprar uma bike barata e um amigo do job disse que um amigo que ia participar do Bike Tour e queria vender a bike depois da prova, pelo preço da taxa de inscrição: R$ 200,00. Por uma bike zero bala? Enquanto que a mais barata que eu tinha visto custava R$ 700,00? Uepa, é minha!

Aí hoje fui buscar a tal bike e me propus a voltar nela mesma. O percurso seria Campo Belo – Parque do Ibirapuera – Paradinha no parque – Pinheiros. Pra chegar até o parque fui por dentro de Moema, o bairro tava tranqüilo, sem problemas, só pra cruzar a ponte da Vereador José Diniz pra Av. Ibirapuera, deu um medinho e fui pela calçada. Depois do Ibira, Av. Brasil diretão, daria 10 km no total, super ok!

Pra ajudar o sol resolveu sair do esconderijo, o passeio no parque foi uma delícia, deu pra inaugurar bonitinhamente minha bike, dando várias voltas na ciclofaixa, com direito a paradinha pra descanso, dar uma deitadinha na grama, ler um livrinho e tomar uma água de coco. Curti essa história de ser saudável.

Nesse meio tempo meu radar detectou UM MONTÃO de gatinhos. Tinha gatinho de skate, de patins, de bike, correndo, passeando com seus labradores, empurrando carrinhos de bebê (eu sei que eles são comprometidos, mas pai zeloso é um pitel, né?)... E esses cara styles-curtição-saudáveis são a coisa mais linda da vida.

Pura curtição, pura contemplação e é pra lá mesmo que eu vou todo final de semana. Mais ou menos 20 km de pedalada no total, missão do dia cumprida!

E, só pra terminar, 3ª entro pro night bikers com uma amiga. Depois eu conto como foi, tá?

Ai, cansei.

Por hoje, chega!

Um comentário:

  1. Mari...fiquei morrendo de vontade de andar de bike depois que li sobre a nossa saga na toscana, puts...q saudades! apesar dos pesares foi uma das coisas mais incríveis que já fiz!!! Night bikers, too much pra mim...acho q prefiro algo mais slow...mas vou começar a prospectar sobre uma bike...eh isso aih (taih...GOXXXXTEI!)
    Que bom q vc tah curtindo td isso...mas sair d carro atras d vc...no way, esperarei pra qdo tb tiver uma magrela!bju e boa saga

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