É assim que se descreve o blog do "Pedal da Vila Madalena" e, tendo participado da experiência de pedalar pela incrível noite paulistana, eu posso soltar um "ou não". Calma, você vai entender.
Você, caríssimo discípulo, bem sabe da minha antiga fissura recém concretizada por essa arte do ciclismo, né? Ciclista de duas voltas no quarteirão, ciclista de infância, no máximo, ciclista de spinning, mas, agora, uma ciclista de verdade e, ainda, noturna, raw!
Sempre achei a maior curtição da vida assistir do bar os descolados de SP perambulando pela cidade em suas bikes... Olha, ser um deles foi MUITO mais curtição!
Pra começar é noite e, ainda que eu AME o dia, tenho a mais plena certeza de que São Paulo nasceu pra noite, depois das 22 hrs tudo muda e a cidade fica, enfim, "vivível", gostosa, com um barulhinho bom e linda, especialmente se vista da minha varanda.
E lá fomos nós, eu e minha querida discípula e amiga Desiree... Equipadíssimas, as duas de bike nova, banco de gel, capacete novo, luvinha, farol traseiro, uau, com certeza a gente ia AHAZAR!
É, não foi beeeem assim.
Pra começar, eu: RETARDATÁRIA! Depois de 4 meses de academia, 1 mês SUPER fiel, 5 vezes por semana batendo cartão, 5k diários, (quase) 5 kgs perdidos: Eu não conseguia subir nem uma inclinação de 5 graus, até a descida era um esforço. O caminho da minha casa até o ponto de encontro dos bikers (que tem uns 10 quarteirões de distância) já me deixou ofegante. WTF?
Pensei, ah, é a subidinha da Mourato, agora que é linha reta vai ser sussa. Nada, eu era a mais suada, a mais vermelha, a única respirando pela boca para andar na República do Líbano que é totalmente PLANA. Mel Dels!
Chegamos no Ibirapuera, meu coração já pulando pela boca e nem metade do circuito cumprido, fomos brincar de dar voltinhas na ciclovia, oh céus, felizmente tinha a opção de parar pra descansar.
Parei. Meu coração batia até no joelho, sério mesmo, eu devo ter usado cerca de 110% da minha capacidade cardíaca. Me senti um cocô, um grande cocô gordo e pesado que impede uma bicicleta de se mover.
Deitei no banquinho, bebi uma água e um dos guias veio me acalmar, falar que é sempre assim no começo e tal, que ele também começou devagar. Entendi, mas não curti NEM UM POUCO ser a retardatária da vez.
Aí, um dos guias falou que meu pneu não tava rodando direito, resolveu dar uma levantadinha na minha bike e rodar meu pneu, ele não se movia, ESTÁTICO. Um parafusinho de alguma coisa que comanda o freio tava frouxo e a minha bike ficou TRAVADA o caminho TODO.
O pessoal do grupo SUPER solícito e atencioso arrumou minha bike ("de grátis")e, quando me deram a bike de volta pra eu testar, minha vida mudou, meu mundo mudou, meu universo mudou e minha perna parou de tremer. Minha bike ANDAVA! \O/
Óbvio que, para mostrar que não sou uma mera retardatária, vim a volta toda com o grupo da frente, a vanguarda, há! Meu condicionamento está condicionado! Ufa!
E, enquanto eu disparaaava rumo ao pódio, uma paradinha, problema no pedal de uma "mina". Tinham várias minas, então, não me preocupei. Começou a demorar. Fiquei curiosa, dei meia volta e fui checar se minha desconfiança estava certa: sim, a mina era a minha amiga!
Não era só um problema no pedal, como CAIU o pedal dela no meio do caminho, oi???
Nisso eu vi que os bikers são praticamente um grupo de auto ajuda, que pra eles não tem tempo ruim, eles cuidam do grupo todo, mesmo. Mais uma vez, pacientemente, resolveram o problema, só pediram pra Deisy ir devagar.
Aí, disparei rumo ao pódio mais uma vez enquanto a De ficou no grupo dos retardatários (ME VINGUEI).
Cruzada a linha de chegada e nada dela aparecer, adivinha o porquê? Caiu o outro pedal!
Ok, eu tinha sido a zoada da noite, mas ela conseguiu me superar. Mas é MUITA competitividade, não? rs
E a pessoa ainda zoa a minha camiseta que ficou levemente manchada pela mochila nota 1000 que mami me deu, cara de pau. ¬¬
Depois das risadas, do sarro que tiraram da gente e dessa noite épica, terminamos exaustas, com o pedal na mão,
comendo um lanche (natural, calma) com nossa nova tchurma de melhores amigos de infância, paquerando o Rafinha Bastos.
3ª que vem, se nos aceitarem, tem mais (com menos emoção, por favor)!
Por hoje, chega!
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Pedalando, pedalando na bicicletinha!
Eu comprei uma bike! \o/
Ela não é linda?
Adoro bicicleta, mas confesso que nunca fui uma ciclista assídua. Tinha uma bike quando era criança e, como sou do interior, ia pra cima e pra baixo com ela: inglês, Kumon, casa da vó, todo esse leque de centenas de opções.
Aí, veio a moda dos patins e eu aderi total. Depois acho que devo ter ficado vaidosa e cansei de chegar suada nos lugares, abandonei a bike, os patins, e minha querida mamãe resolveu, sem a minha autorização, doar a bike pro Office boy da loja dela, mas ok, pelo menos ela foi muito útil pra alguém.
Enfim, sempre curti esse “veículo”, mas nunca fui muito fiel a ele. Desde que mudei pra SP penso: eu vou entrar pro night bikers, eu vou comprar uma bike e ir pro parque todo final de semana, uhuw, vou ahazar. Mas a idéia nunca saiu do papel, na verdade ela nunca nem pro papel foi, só ficou na cabeça mesmo.
Tive alguns surtos de geração saúde e aluguei bike no parque, só pra dar uma passeada, duas vezes (que horror!). Ah, e toda vez que vou pra Roma (fui 2 vezes a vida inteira, mas me acho meio assídua) alugo uma bicicletinha dupla que é sensacional e passo a tarde pedalando, como não sei dirigir (é, eu não sei dirigir, me mate) e ela tem o aspecto de um carro eu fico me achando a motorista do pedaço. Aí, nessa última trip, rolou um quase suicídio e eu, uma amiga e minha irmã, resolvemos contemplar a Toscana de bike, na estrada, subindo ladeiras, comendo uva direto do pé nos vinhedos, invadindo propriedade privada pra roubar água, beeeem sob o sol de Toscana (só que com um toque de família buscapé).
Foi lindo, foi incrível e foi o melhor jeito de se conhecer aquele lugar-mais-lindo-do-mundo-onde-eu-quero-passar-a-velhice-colhendo-azeitonas, buuuuuuuuut, a gente quase morreu e o pior que foi em momentos separados.
Eu quase morri porque o freio da minha bike não funcionava e só percebi isso quando descia pela estradinha no maior pau e senti que ia rolar desfiladeiro abaixo (lembro que o Doug usava muito essa palavra, desfiladeiro, quando ele foi com a família pro Grand Canyon). Aí tive a brilhante idéia de brecar com o pé, mas a esperteza fez esse circuito todo de CHINELO. O chinelo voou e eu fiquei no dilema: sacrificar a sola do meu pé ou sacrificar a vida? Aí, rezei fazendo meus últimos pedidos e o Papai do céu me concedeu um deles, deixou a estrada reta e eu não morri. UFA!
Minha irmã e minha amiga quase morreram porque fizeram todo o caminho de volta (por uma estrada de 1 metro de largura e lotada de ladeiras) no escuro. Eu fui resgatada pelo dono da guest house em que a gente se hospedou e só cabia uma bike no carro, pãtz.
Mesmo que eu devesse ser traumatizada, ultimamente, nessa pegada saudável, parei pra pensar em como foram épicas as poucas e boas vezes que equilibrei meu grande bumbum naquela banqueta minúscula, aí, surgiu a fixação por bike.
Respeitei a fixação e comecei a procurar, mas tava tudo TÃO caro que quase desisti, porém, como eu sou muito bocuda, saí falando pras pessoas que eu queria comprar uma bike barata e um amigo do job disse que um amigo que ia participar do Bike Tour e queria vender a bike depois da prova, pelo preço da taxa de inscrição: R$ 200,00. Por uma bike zero bala? Enquanto que a mais barata que eu tinha visto custava R$ 700,00? Uepa, é minha!
Aí hoje fui buscar a tal bike e me propus a voltar nela mesma. O percurso seria Campo Belo – Parque do Ibirapuera – Paradinha no parque – Pinheiros. Pra chegar até o parque fui por dentro de Moema, o bairro tava tranqüilo, sem problemas, só pra cruzar a ponte da Vereador José Diniz pra Av. Ibirapuera, deu um medinho e fui pela calçada. Depois do Ibira, Av. Brasil diretão, daria 10 km no total, super ok!
Pra ajudar o sol resolveu sair do esconderijo, o passeio no parque foi uma delícia, deu pra inaugurar bonitinhamente minha bike, dando várias voltas na ciclofaixa, com direito a paradinha pra descanso, dar uma deitadinha na grama, ler um livrinho e tomar uma água de coco. Curti essa história de ser saudável.
Nesse meio tempo meu radar detectou UM MONTÃO de gatinhos. Tinha gatinho de skate, de patins, de bike, correndo, passeando com seus labradores, empurrando carrinhos de bebê (eu sei que eles são comprometidos, mas pai zeloso é um pitel, né?)... E esses cara styles-curtição-saudáveis são a coisa mais linda da vida.
Pura curtição, pura contemplação e é pra lá mesmo que eu vou todo final de semana. Mais ou menos 20 km de pedalada no total, missão do dia cumprida!
E, só pra terminar, 3ª entro pro night bikers com uma amiga. Depois eu conto como foi, tá?
Ai, cansei.
Por hoje, chega!
Ela não é linda?
Adoro bicicleta, mas confesso que nunca fui uma ciclista assídua. Tinha uma bike quando era criança e, como sou do interior, ia pra cima e pra baixo com ela: inglês, Kumon, casa da vó, todo esse leque de centenas de opções.
Aí, veio a moda dos patins e eu aderi total. Depois acho que devo ter ficado vaidosa e cansei de chegar suada nos lugares, abandonei a bike, os patins, e minha querida mamãe resolveu, sem a minha autorização, doar a bike pro Office boy da loja dela, mas ok, pelo menos ela foi muito útil pra alguém.
Enfim, sempre curti esse “veículo”, mas nunca fui muito fiel a ele. Desde que mudei pra SP penso: eu vou entrar pro night bikers, eu vou comprar uma bike e ir pro parque todo final de semana, uhuw, vou ahazar. Mas a idéia nunca saiu do papel, na verdade ela nunca nem pro papel foi, só ficou na cabeça mesmo.
Tive alguns surtos de geração saúde e aluguei bike no parque, só pra dar uma passeada, duas vezes (que horror!). Ah, e toda vez que vou pra Roma (fui 2 vezes a vida inteira, mas me acho meio assídua) alugo uma bicicletinha dupla que é sensacional e passo a tarde pedalando, como não sei dirigir (é, eu não sei dirigir, me mate) e ela tem o aspecto de um carro eu fico me achando a motorista do pedaço. Aí, nessa última trip, rolou um quase suicídio e eu, uma amiga e minha irmã, resolvemos contemplar a Toscana de bike, na estrada, subindo ladeiras, comendo uva direto do pé nos vinhedos, invadindo propriedade privada pra roubar água, beeeem sob o sol de Toscana (só que com um toque de família buscapé).
Foi lindo, foi incrível e foi o melhor jeito de se conhecer aquele lugar-mais-lindo-do-mundo-onde-eu-quero-passar-a-velhice-colhendo-azeitonas, buuuuuuuuut, a gente quase morreu e o pior que foi em momentos separados.
Eu quase morri porque o freio da minha bike não funcionava e só percebi isso quando descia pela estradinha no maior pau e senti que ia rolar desfiladeiro abaixo (lembro que o Doug usava muito essa palavra, desfiladeiro, quando ele foi com a família pro Grand Canyon). Aí tive a brilhante idéia de brecar com o pé, mas a esperteza fez esse circuito todo de CHINELO. O chinelo voou e eu fiquei no dilema: sacrificar a sola do meu pé ou sacrificar a vida? Aí, rezei fazendo meus últimos pedidos e o Papai do céu me concedeu um deles, deixou a estrada reta e eu não morri. UFA!
Minha irmã e minha amiga quase morreram porque fizeram todo o caminho de volta (por uma estrada de 1 metro de largura e lotada de ladeiras) no escuro. Eu fui resgatada pelo dono da guest house em que a gente se hospedou e só cabia uma bike no carro, pãtz.
Mesmo que eu devesse ser traumatizada, ultimamente, nessa pegada saudável, parei pra pensar em como foram épicas as poucas e boas vezes que equilibrei meu grande bumbum naquela banqueta minúscula, aí, surgiu a fixação por bike.
Respeitei a fixação e comecei a procurar, mas tava tudo TÃO caro que quase desisti, porém, como eu sou muito bocuda, saí falando pras pessoas que eu queria comprar uma bike barata e um amigo do job disse que um amigo que ia participar do Bike Tour e queria vender a bike depois da prova, pelo preço da taxa de inscrição: R$ 200,00. Por uma bike zero bala? Enquanto que a mais barata que eu tinha visto custava R$ 700,00? Uepa, é minha!
Aí hoje fui buscar a tal bike e me propus a voltar nela mesma. O percurso seria Campo Belo – Parque do Ibirapuera – Paradinha no parque – Pinheiros. Pra chegar até o parque fui por dentro de Moema, o bairro tava tranqüilo, sem problemas, só pra cruzar a ponte da Vereador José Diniz pra Av. Ibirapuera, deu um medinho e fui pela calçada. Depois do Ibira, Av. Brasil diretão, daria 10 km no total, super ok!
Pra ajudar o sol resolveu sair do esconderijo, o passeio no parque foi uma delícia, deu pra inaugurar bonitinhamente minha bike, dando várias voltas na ciclofaixa, com direito a paradinha pra descanso, dar uma deitadinha na grama, ler um livrinho e tomar uma água de coco. Curti essa história de ser saudável.
Nesse meio tempo meu radar detectou UM MONTÃO de gatinhos. Tinha gatinho de skate, de patins, de bike, correndo, passeando com seus labradores, empurrando carrinhos de bebê (eu sei que eles são comprometidos, mas pai zeloso é um pitel, né?)... E esses cara styles-curtição-saudáveis são a coisa mais linda da vida.
Pura curtição, pura contemplação e é pra lá mesmo que eu vou todo final de semana. Mais ou menos 20 km de pedalada no total, missão do dia cumprida!
E, só pra terminar, 3ª entro pro night bikers com uma amiga. Depois eu conto como foi, tá?
Ai, cansei.
Por hoje, chega!
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