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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

SAP

SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA DE PICANHA.

Pela 1ª vez na dieta, eu assumo, fiquei PUTA por não poder comer.

Depois de 12 dias (DOZE, gente! Não é lindo?) sem colocar nenhuma besteirinha na boca, resistindo a mil delícias, recheando minha geladeira, minha despensa e a gavetinha do escritório de itens saudáveis, depois de ser a frequentadora mais assídua da feira do super mercado, depois de já sentir os benefícios da dieta na pele, no cabelo, no peso e na corrida (ontem corri 5k na rua, no menor tempo DO UNIVERSO!).

Depois de tudo isso, repensei com carinho e cuidado o meu esforço, porque minha casa foi INVADIDA pelo cheiro mais delicioso e tentador do MUNDO: mmmm, picanha.

Vamos aos fatos. Esse fim de semana levei “algumas” amigas (algumas, 10) à minha casa no interior. Sol, piscina, curtição, risadas e uma geladeira abastecida nos esperavam. Sem dúvidas, com as melhores amigas DA VIDA, não podia ter sido melhor, rimos, fofocamos e tornamos públicas experiências censuradas e censuráveis, além de irmos à balada mais democrática/divertida de toda Itapetininga e região: o Celeiro (onde, inclusive, meu blog foi anunciado, rs. Agora teremos discípulos cowboys, iiiiiiiiiiiirrra!!!!!).

São Pedro resolveu tirar folga e choveu o tempo todo, então, amiga, adivinha qual foi o programa da vez? COMER. Outra invasão: pãozinho, queijinho, presunto, mortadela, biscoitinho, sorvete, churrasco, churrasco, churrasco, cerveja, cerveja, cerveja.

Minha caipi fake nunca foi tão necessária, tomei umas 5 doses, fiquei bebassa!!! Tive que ser não só resistente, como criativa. Além de meter a mão no bolso muito mais fundo: enquanto a tchurma gastou menos de R$ 50,00 por todo o fim de semana nessa orgia gastronômica, eu gastei quase o dobro pra comer 30% da quantidade (e eu sou gulosa, eu prezo pela quantidade, fiquei com muita inveja delas).

Ok, a escolha é minha e os benefícios serão todos meus (e dos admiradores desse futuro ser humano lindo, magro e saudável!), mas enquanto eu juntava minhas folhas, legumes e temperos pro meu peixinho, fui obrigada a assistir de camarote às minhas amigas grelhando picanha, fazendo arroz (eu que nem gosto de arroz), lingüiça acebolada e farofa com manteiga. Pra piorar chega uma delas com uma bandeja recheada de tulipa de cervejinha gelada (desaforo, não?) e, só pra finalizar aquele “tsssssss” da picanha na chapa.

Pra piorar um pouquinho mais, enquanto minha irmã mandava uma picanha, ela me grita de longe (porque – OBVIAMENTE – eu me afastei): Ô, Mari! Amanhã eu começo “esse” detox!

Eu a mandei àquele lugar obscuro.

MEL DELS DO CÉU, foi o mais mal humorada que eu fiquei em gerações. Mudei de ambiente, me afastei de toda essa tentação e de toda essa gente feliz e fui grelhar meu salmão. Ufa! Ficou uma delícia e em conjunto com minha caipi fake, devidamente decorada com uma rodela charmosérrima de limão na borda, salvou-se o dia.

Mas, vinda de uma família em que domingo e churrasco são sinônimos, sendo uma das únicas mulheres na história desse país que sabe como ascender uma churrasqueira (não tendo sido diferente dessa vez. Sou, tipo, o homem da casa), amando cerveja e tendo uma geladeira cheia de soldados (cervejas) abandonados, olha, foi sofrido.

Sobrevivo a happy hours, docinhos, camarãozinho e cervejinha, mas sobreviver a um churrasco, mano, foi a maior barra que enfrentei nos últimos tempos (como vocês podem notar, tenho uma vida difícil, rs).

Espero de verdade, não voltar a ficar com vontade de arrancar a cabeça do churrasqueiro e fazer embaixadinhas com ela, chutando-a para o Suriname em seguida, da próxima vez em que eu participe de um bom e velho “churras”.

Depois dessa, meu post merece até trilha sonora!

Por hoje, chega!